quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Uma amostra da realidade: 18 anos 1 mês e 21 dias

Já posso adiantar que é pancadaria! 
O ano de 2017 foi um bom ano, mas com muitas novas responsabilidades que tive que encarar. A vida se mostrou um tanto quanto diferente do que costumava ser, mal sabia que isso não era nem o começo!
Nos últimos dois meses dezembro/janeiro levei muitos "tombos da vida" como costumo dizer, posso começar contando que organizar um formatura não é nada fácil, quando acha que resolveu tudo cai mais dez coisas para serem revisadas e escolhidas, mas com amor a gente faz tudo, né? Então erguia a cabeça e continuava nessa busca pelo dia perfeito que não havia o que pudesse tirar de mim. Em parte foi verídico, a formatura foi maravilhosa, como sonhamos e lindo do inicio ao fim, mas sim, ouve problemas, imprevistos, situações inesperadas que acabam indo parar na mão das organizadoras. Não foi possível agradar a todos nesta noite, mas sabemos que o nosso melhor estava naquele local.
Durante todo esse processo de formatura foi o momento de tentar decidir nossas vidas, gente como eu tentei. comecei um cursinho pré vestibular no primeiro semestre para tentar a aprovação na faculdade já no meio do ano com o intuito de "não precisar me preocupar com isso depois". Ai estava o erro, não me preocupei muito antes e nem depois. Não fui aprovada na primeira chamada no vestibular de inverno como chamam, mas eu me esforcei e fiz o que estava ao meu alcance, foram dias longos de colégio pela manhã, estágio a tarde e sem nem voltar para a casa direto embarcando no ônibus para ir ao cursinho que é em outra cidade, chegar em casa exausta tomar um banho e arrumar as coisas para o outro dia que seria a mesma coisa. foi assim meu primeiro semestre do ano passado, olha eu não posso reclamar eu gostava da agitação e amava meu cursinho, mas não foi suficiente. Quando saiu o resultado do vestibular eu estava confiante, mas foi um "tombo da vida" que deixou marcas em mim. Não consegui passar, fiquei em terceiro lugar na lista de espera. Com um certo tempo entendi que não seria fácil, mas teria que erguer a cabeça novamente e deixar a cara a tapa outra vez. 
Então temos um segundo semestre focado na formatura, nos estágios, nas notas e o pouco tempo que sobrava nos conteúdos do vestibular, o porque deixava sempre em segundo plano? não sei, achava que já estava garantido, não sei por que diabos isso. No dia do vestibular completava meus dezoito anos e sem nada de comemorações para não atrapalhar claro, aconteceu algo engraçado que deve ser relatado aqui na questão de mudanças. Há cinco meses atrás eu estava junto com o pessoal do meu cursinho, com a camiseta, os professores e com os novos amigos que tinha conhecido e tirando varias fotinhos com o pessoal para a página do cursinho, aquela coisa de rivalidade com os outros cursinhos que tinham suas tendas lá para ver quem tinha mais alunos, quem eram os mais animados, uma vibe extraordinária e ainda quando acabava as provas poderíamos comer e tomar refrigerante a vontade. Não parece nada, mas para mim que sempre fui mais excluída dessa socialização e que vi tudo isso no vestibular anterior estar lá no meio foi sensacional! Mas voltando a realidade desse ultimo vestibular, eu estava lá só que do outro lado, só observando aquelas pessoas de longe se divertindo e com cara de preparadas, agora elas eram estranhas, meus amigos também não estavam ali, não sei explicar a sensação de ficar observando aqueles professores que foram os melhores da vida que eu tanto gosto nem se quer ligando para as pessoas ao redor, no caso aqui eu. Bom mais fui lá e fiz a prova, no segundo dia sai comemorar o meu aniversario e o fim daquela tortura de ano de vestibular, fiz isso como se não fosse mais passar por dificuldades quanto a isso.
E no dia que saiu o gabarito? e então no dia que saiu a nota de corte? Mais uma coisa que não tem como descrever, sem possibilidades, só falar que "tombo em vida, que tombo grande". O gabarito não foi longe do que esperava, mas ainda tinha muita esperança em mim, então uma amiga minha conferiu o seu gabarito também e sua nota não tinha sido tão boa e nós achávamos que ela não passaria a nota de corte e fiquei muito mal por isso, planejávamos de morar juntas. Foi ai que... Quando saiu a nota de corte o curso dela não tinha mais uma nota minima para passar, mas o meu sim! A nota subiu, subiu muito, algo totalmente inesperado e eu perdi minha chance. Ali eu vi que nada foi brincadeira, perdi minha grande oportunidade de ingressar na faculdade publica e próxima a mim que tanto sonhei na minha vida. Como doeu, me dilacerou, arrebentou e esmagou, chorei muito e não nego, porque quando comecei não parei por um bom tempo.
Os dias passaram o resultado saiu, não havia conseguido mesmo nem a lista de espera, veio enem, pss, pac, vestibular, tudo e nada de a minha aprovação em jornalismo. Passei em pedagogia pelo sisu, mas não é o que sonho então para mim não fez nem cocegas.  Mas ainda tinha esperança! acho mesmo que tinha acabado e eu desistiria ?
Hoje foi o dia da matricula da lista de espera daquele vestibular do meio do ano passado, tinha uma vaga apenas e eu sou a terceira da lista, mas fui da a cara a tapa, vai que aquelas meninas da minha frente não iam a vaga era minha, não poderia perder a oportunidade. Mas, porém, toda via, entretanto como a realidade não é como sonhamos ou desejamos, uma queria menina foi e conseguiu a vaga. Sai de mãos abanando novamente, mas doeu tanto, tanto que vocês não tem noção! Eu entrei naquela sala determinada a conseguir, tinha mais pessoas comigo lá de outras listas de espera de jornalismo, foram chamando e um a um foram se levantando conseguindo sua vaga, mas eu não. Eu fui a unica na sala que não levantei, a unica da sala que saiu sem uma vaga, a unica que se retirou no momento que só os classificados deveriam ficar. Fiquei com cara de que aquilo não era nada de mais, quem olhava os meus olhos via que eu fingia muito mal! Ao levantar e fechar aquela porta atrás de mim foi como se eu tivesse deixando todo um sonho para trás, todos aqueles planos que criei durante três anos tivessem morrido ali mesmo. Para descer as escadas até chegar no carro sem que uma lagrima escorresse, foi quase uma missão impossível!
Mas como tudo precisamos superar e jogar a bola para frente, mesmo com mais um "tombo da vida" para a conta. Não quero que isso se torne realidade, não aceito! Estou aqui com mais um fio de esperança, pois é o que resta para as próximas três ou quatro listas de chamadas, alguma vaga tem que abrir e se isso não acontecer, vou ter que encarar a vida adulta a verdadeira realidade que dói e dilacera a alma e estudar tudo de novo com muita dedicação para ver se aprendo de uma vez por todas a dar o devido valor a tudo isso e conquistar minha vaga na universidade para o próximo ano! Só estou aguardado as próximas páginas dessa história...

Nenhum comentário:

Postar um comentário